CARTEIRA DE IDENTIDADE
Mahmud Darwish

Registra-me
Sou árabe
O número de minha identidade é cinqüenta mil
Tenho oito filhos
E o nono… virá logo depois do verão
Vais te irritar por acaso?

Registra-me
sou árabe
trabalho com meus companheiros de luta
em uma pedreira
Tenho oito filhos

arranco das pedras
o pão, as roupas, os cadernos
e não venho mendigar em tua porta
e não me dobro
diante das lajes de teu umbral
vais te irritar por acaso?

Registra-me
Sou árabe
Meu nome e muito comum
E sou paciente
Em meu país que ferve de cólera
Minhas raízes…
Fixadas antes do nascimento dos tempos
Antes da eclosão dos séculos

Antes dos ciprestes e oliveiras
Antes do crescimento vegetal
Meu pai…da família do arado
E não de família de senhores
E meu avô era camponês sem árvore genealógica

Minha casa
Um barraco
De canas e ramagens
Satisfeito com minha condição
Meu nome e muito comum
Registra-me
Sou árabe
Cabelos… negros
Olhos… castanhos
Sinais particulares
Uma hatta * e uma faixa na cabeça
As palmas ásperas como rochas
Arranharam as mãos que estreitam
E gosto do azeite de oliva e o tomilho

Meu endereço
Sou de um povodo perdido… esquecido
De ruas sem nome
E todos os seus homens estão no campo e na pedreira
Vais te irritar por acaso?

Registra-me
Sou árabe
Tu me despojaste dos vinhedos de meu antepassados;
E da terra que cultivava
Com meus filhos
E não nos deixaste
Nem a nossos descendentes
Mais que estes seixos
Que nosso governo tomará também
Como se diz

Vamos!
Escreve
Bem no alto da primeira página
Que eu não odeio os homens
Que não agrido ninguém
Mas… se me esfomeiam
Como a carne de quem me despoja
E cuida-te
De minha fome
E minha cólera

mais sobre o autor no link:

http://www.arabesq.com.br/Principal/Cultura/CultureArticle/tabid/58/ArticleID/581/Default.aspx

Retrato

Publicado: 21 21UTC setembro 21UTC 2011 em Cultura, Dia a dia, eliakin rufino

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles

Motivo

Publicado: 21 21UTC setembro 21UTC 2011 em Cultura, Dia a dia, eliakin rufino

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

Cecília Meireles

20.8.11
Como aumentar a auto estima de seu filho?

Uma característica marcante, infelizmente, presente nas crianças por muito tempo abrigadas, é a baixa estima.
Uma forma de integrá-las na nova vida e lhes abrir novas possibilidades é, sem dúvida, trabalhar a auto estima; razão pela qual eu imediatamente lembrei deste espaço quando me deparei, aqui, com este texto

“A auto-estima é um ingrediente importante para uma vida feliz e bem-sucedida. A pessoa pode ser abençoada com inteligência e talento, mas se carece de auto-estima, este pode ser um obstáculo em ter sucesso num emprego, num relacionamento e praticamente em todas as áreas da vida.

Os primeiros anos de uma criança são o alicerce para uma auto-estima positiva.

Como pais, não podemos controlar tudo que nosso filho vê, ouve ou pensa, e que contribuirá para sua auto-imagem. Porém há muito que podemos fazer.

Temos a criança nos primeiros anos de vida; Deus nos deu um presente especial – um novo ser humano com uma “lousa em branco”. Durante os primeiros anos, aquilo que passa pela cabeça da criança a deixa muito impressionada. Os pais, portanto, têm uma oportunidade de estabelecer uma “conta bancária de auto-estima” na qual a criança armazena muitas coisas positivas sobre si mesma. Nos anos e décadas que virão, esta “conta bancária” compensará as experiências negativas, que são inevitáveis.

Como então fazemos depósitos na conta de nosso filho? Como podemos nós, os pais, construir para a auto-estima de nosso filho? Aqui estão algumas sugestões:

1. Demonstre amor e afeição. Tudo que fazemos com nossos filhos, desde a mais tenra infância, deve ser com afeição e amor. Um bebê tratado com carinho terá um sentimento subconsciente de que é valioso e importante o suficiente para ser amado.

2. Elogie seu filho. Faça elogios ao seu filho sempre que possível, toda vez que ele fizer algo bem feito. Diga: “Estou orgulhoso de você. Você é muito especial. Gostei da sua maneira de fazer isto.”

3. Torne seus elogios críveis. É importante, no entanto, que ele acredite nos elogios. Frases exageradas como “Você é o melhor do mundo. Você é a pessoa melhor que já existiu” podem na verdade ser contra-produtivos. A criança desenvolverá um ego inflado, e isso pode afetar seu relacionamento com os amigos, o que a longo prazo terá um efeito negativo sobre sua auto-estima.

4. Estabeleça metas para seu filho. A meta deve ser algo passível de atingir – vestir-se sozinho, conseguir uma determinada nota na próxima prova escolar. Estabeleça metas que sejam apropriadas para a idade e capacidade da criança (estabelecer um objetivo inatingível terá um efeito negativo). À medida que a criança se aproxima da meta, estimule-a e elogie cada sucesso ao longo do caminho. Quando a criança atinge a meta, cumprimente-a e reforce sua auto-imagem como realizadora.

5. Critique a ação, não a pessoa. Quando a criança faz algo negativo, diga: “Você é uma criança especial e muito boa, não deveria estar fazendo isso”, em vez de dizer “Você é mau”.

6. Confirme os sentimentos do seu filho. Quando seu filho recebe um golpe na sua auto-estima, é importante validar seus sentimentos. Por exemplo, se a criança se ofendeu com um comentário maldoso de um amigo ou professor, diga a ela: “Sim, você ficou ofendida por aquilo que a pessoa disse” ou “Você se ofendeu com o fato de que a outra pessoa não gosta de você”. Somente depois que a criança sentir que seus sentimentos foram validados, ela se abrirá, permitindo que você lhe aumente a auto-estima, apontando pessoas que gostam dela, e as coisas positivas que outros disseram a respeito dela.

7. Tenha orgulho do seu filho. De maneira regular, você deve lembrar-se de dizer ao seu filho como você se sente feliz e orgulhoso por ser pai/mãe dele.

8. Fale positivamente sobre seu filho na presença de pessoas importantes na vida dele, como avós, professores, amigos, etc.

9. Nunca compare seu filho com outras crianças, dizendo: “Por que você não é como Carlinhos?” Quando esse tipo de comparação for feita por outras pessoas, diga ao seu filho que ele é especial e único à sua maneira.

10. Assegure que outras pessoas que lidam com seu filho conheçam seus pontos positivos. No início do ano escolar, fale com os professores de seu filho e diga-lhes quais são seus pontos fortes, assim a professora terá uma atitude positiva neste aspecto e continuará a reforçar aqueles pontos fortes.

11. Diga ao seu filho, sempre, que o ama incondicionalmente. Quando eles falham, ou fazem algo errado, lembre-se de dizer: “Você é especial para mim, e sempre o amarei, não importa o que aconteça!”

12. Cuide de sua própria auto-estima. Você precisa enxergar-se sob uma luz positiva. Pais que não têm auto-estima terão dificuldades em criar um filho com uma elevada auto-estima. Um pai positivo é aquele que sabe que não é perfeito, mas se valoriza, e está sempre tentando crescer e melhorar.

http://adocaotardia.blogspot.com/2011/08/como-aumentar-auto-estima-de-seu-filho.html

texto retirado do site http://www.chabad.org.br
Postado por Adriana às 1:00 AM

Ando meio as turras com essa idéia de mobilidade e comunicar de onde estiver, com qualquer um, mas pensando mais adiante, qualquer um que tenha um dispositivo móvel, aliás, dois, três…já vi uns insanos até com quatro ou mais.
Brinquedinho interessante, a grande maioria fica aguardando que alguém os chame, na angustiante e tola espera, são os chamados de Pai de Santo, pois que só recebem.
Também há aqueles interlocutores que apenas têm uma ou outra frase fixa e típica na ponta da língua: – “Termina logo que meus créditos estão terminando”, ou ainda, “segura aí um minuto para que eu ganhe uns bônus…”
E a paranóia de ter apenas um dispositivo móvel e dez chips? ….kkkkk: – espera um pouco, deixa eu trocar o chip da operadora tal….e começa aquela parafernália, a agonia…o caos.
Nunca sei qual chip usar e qual operadora escolher, a única coisa que sei é que de um jeito ou outro os minutos que conto são sempre inferiores aos minutos que imagino ter para falar, e, às vezes para ouvir…basta estar em roamming…para dizer, desde que eu esteja fora da minha cidade…longe do meu domicílio….mais precisando…..para ser saqueado mais rápido também…
Para o bem da verdade, ando como medo desse bicho tecnológico, já comeu recursos que dá para comprar um monte de par de sapatos, por exemplo.
São bonitinhos, cada vez mais têm recursos que não sei para que servem, só faltam ter ventiladores para esses dias de calor.
Imagina aquela hora que você mais quer falar, seja aquela conversa que você tanto aguarda e quando começa: tum…tum…tum…tum…tum, engoliu os minutos que você pensava infinito…. Na estúpida ignorância insiste em ligar novamente e aquela voz doce, meiga, maravilhosa lhe diz: “- você não tem crédito para fazer essa ligação”. – Puta merda, lá se foi a excitação junto com os bônus e créditos, corre para uma banca, vai atrás de um crédito, e ai quando consegue ligar novamente, a conversa já mudou de clima ou de rumo….e fica aquela sensação de que foi roubado….tipo cara de espanto. Caracas, não falei isso tudo!
Ai desse ganancioso dispositivo móvel, nome bonito para celular…
Não me digam mais: – mude de operadora, muda de plano, liga no tal e tal e esses atendimentos eletrônicos de secretárias que só dizem as mesmas coisas para as mesmas idiotas pessoas como me sinto…
Já mudei, passei por todas as operadoras e os planos pré e pós pagos e o resultado é que me sinto roubado, fico com medo de ligar e nunca concluir uma simples e simplória conversa….tum….tum…tum….seus créditos terminaram!!!!!!! E adeus serviços gratuitos por duas horas….

O início de 2011, após o primeiro mês já exaurido, não traz muitas novidades, a não ser que cada dia mais as coisas vão se acalmando com a chegada da idade. A política permanece com as mesmas disputas, “o bem contra o mal”.
Confesso que espero o menos mal com a eleição do Governador Confúcio Moura e do novo Presidente da Assembléia Legislativa, Valter Araújo, isso posto, do ponto de vista de uma maior acesso aos debates democráticos.
Nas diversas áreas tenho ansiedades de políticas públicas e não uma infinidade de eventos, cito alguns; Debates sobre as concepções políticas dos Conselhos Estaduais e municipais de Políticas Sobre Drogas; Regulamentação do Conselho Estadual de Recursos Hídricos; Criação da Fundação de Amparo à Pesquisa Tecnológica, entre outros temas relevantes.
Desejo que obras, como as dos viadutos da BR 364, e ponte sobre o Rio Madeira, em Porto Velho sejam concluídas o mais breve possível.
No mais retorno aos debates para contribuir como a melhor forma de ampliar relações democráticas e republicana em um Estado Democrático de Direitos.

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Da janela lateral de onde estou fazendo o Curso de Multiplicador do Plano Municipal de Gestão Energética, IBAM – Rio de Janeiro.

Ao fundo o Cristo Redentor.

 

 

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Uma volta ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas, faz muito bem. Ao fundo a Arvore de Natal Gigante que será apresentada a população com grande show sábado 4/11/2010

Sem medo do Rio de Janeiro e de sua população maravilhosa.

 

No meio literário há uma infinidade de títulos de livros sobre auto ajuda que sugerem formas e modelos para que pessoas, com os mais diversos problemas existências possam caminhar em rumo de uma melhor qualidade de vida.

Os temas invariavelmente tratam da necessidade do auto conhecimento e através dele a busca da auto estima (amor próprio), como caminho para sucessos.

Particularmente, observo que os resultados são incomensuráveis, mas muito incipientes, pois, diversos amigos e amigas que conheci,  e, que em muitas ocasiões adotaram um ou outro desses títulos como livros de cabeceiras, já os esqueceram.

Confesso que ao longo de um determinado período, da mesma forma como encontraram esses títulos e os adotaram apaixonadamente, também em períodos curtos perderam a expectativa nessas fórmulas milagrosas de “desenvolvimentos pessoais e espirituais”.

Das minhas curiosidades e observações, ainda não encontrei nenhum modelo com tanta eficiência e eficácia quanto os grupos de auto ajuda, baseados em 12 Passos, propostos inicialmente por Alcóolicos Anônimos, fundado em 1935, na cidade de Akron, Ohio, EUA.

Hoje presentes em mais de 150 países, mais de100 organizações de auto ajuda tem como base os 12 Passos Sugeridos de AA, como são conhecidos, citamos alguns exemplos: – Narcóticos Anônimos, Positivos Anônimos (Portadores do HIV), Dependente de Amor e Sexo Anônimos, Comedores Compulsivos Anônimos, Neuróticos Anônimos, Fumante Anônimos, Jogadores Anônimos, Compulsivos Anônimos, entre tantos outros.

Qual o segredo? – Confesso que como um bom observador, diria: – SIMPLICIDADE. Se perguntarem Por Que? – Diria: -São objetivos, realistas, não prometem nada além do que trabalhar a realidade do HOJE.

No entendimento dos AAs, os alcóolicos são portadores de uma doença crônica, que embora cause graves danos pessoais, sociais, econômicos, familiares, saúde, nas relações de trabalho entre outras, ela é fonte de preconceito e desconhecimento por grande parte da população, incluindo as vítimas da doença, porém passíveis de recuperações.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/alcool-causa-mais-danos-aos-usuarios-do-que-o-crack-e-a-heroina-20101101.html

Os Grupos de AA, tratam a doença como doença e não como falta de vergonha ou falta de qualquer virtude ou de qualquer outra valoração moral.

Assim como o portador de diabetes é doente e que a fonte de sua derrocada é o consumo de açucares, aos alcoólicos, o álcool transforma pessoas de bem em tragédias ambulantes e carregando outros consigo.

A falta de entendimento do problema é muito mais pernicioso que a doença em si. A maioria dos possíveis alcoólicos (pessoas que bebem descontroladamente) continuam funcionando socialmente, trabalham, tem famílias, empregos, carros, cachorros e todas as demais coisas que os fazem ser aceitos socialmente.

A imagem de alcoólicos maltrapilhos, mendigando, comendo restos, manipulando, dormindo ao relento e mentindo é apenas uma forma distorcida de ver o alcoolismo, o alcoólatra ou alcoolista.

Esses farrapos humanos, vistos como vergonhas sociais, são apenas pequenas parcelas de alcóolicos que sobreviveram. São as “sobras” daqueles cidadãos e cidadãs que outrora foram.

Tiveram pais, empregos, casas, lares, construíram famílias, nome, histórias, conceitos sociais, foram outrora também treinados para ser uteis, ou como dizem: – “para ser gente”.

A grande maioria dos alcóolicos funcionais que batem ponto, têm família, são aceitos nos meios sociais que convivem e não se tornarão mendigos.

Lamentavelmente muitos terão mortes prematuras, através de violências no trânsito, nos acidentes de trabalho, nas relações domésticas e sociais conturbadas, as quais vão se encalacrando, além de estarem sujeitos e expostos as mais diversas doenças que o álcool contribui para o desenvolvimento, como as cardíacas, pancreatites, renais, mentais, entre tantas.

Os Grupos de Auto Ajuda baseados nos 12 Passos Sugeridos de AA tratam dos seus assuntos diretamente e entre pares, não há conselheiros, palestrantes oficiais, não cobram taxas ou mensalidades, não pedem filiação partidária ou qualquer outra forma associativa, não se encontram ligados a nenhuma religião ou seita, não se envolvem em controvérsias públicas, não recebem recursos ou quaisquer doações externas, não apóiam ou combatem quaisquer causas, por mais nobres que possam parecer.

As reuniões são feitas de membros por membros e para membros, cada qual falando de suas dificuldades e de seus sucessos, tendo  como objetivo maior inicialmente, evitar o consumo de álcool, como dizem: – “EVITAR O PRIMEIRO GOLE”, e depois o desenvolvimento de habilidades para o auto conhecimento, e tudo isso em um dia a cada vez. Parece muito? – Ninguém vive o ontem e nem o amanhã!

O mais incrível é que esses grupos funcionam e propiciam um ambiente fraterno, diverso e democrático, onde milhares ao redor do mundo conseguem permanecer sem beber ao longo da vida, falando e ouvindo sobre seus medos, dificuldades. Muitas delas inconfessáveis em qualquer outro ambiente

Isso é um milagre? – não posso afirmar categoricamente que é, mas não tenho qualquer dúvida que esses grupos de voluntários conseguem transformar antigos bebedores compulsivos e até farrapos humanos em cidadãos de bem, novamente pessoas produtivas em uma sociedade cada vez mais egocêntrica e deprimida.

Há pelo menos 5 anos que o Crack vem tomando conta da cidades na região Norte do país. A disseminação encontra várias formas para sua propagação, entre elas, os meios de comunicação de massa globalizam e tornam visíveis coisas boas e ruins.

O crack chegou através das informações midiáticas, para depois tomarem as ruas e iniciar a destruição de todas as categorias sociais incluindo as que não se imaginavam vitimadas direta ou indiretamente, no inicio de sua propagação.

Os menos avisados diziam que era droga das classes populares. Assim como diziam inicialmente que o vírus da Aids era exclusivo de homossexuais.

Ambas as teorias preconceituosas defendidas por opinadores de plantão, além de falsas, contribuíram para que nenhuma política preventiva fosse tomada de imediato.

As antigas e atuais políticas para a prevenção são apenas cartas de boas intenções, não passam de projetos desconectados com a realidade.

Da mesma forma eram assim, em relação ao HIV, enquanto isso, o vírus da Aids propagava-se em todas as categorias sociais e de gênero, menos entre os homossexuais, mas encontrou campo fértil entre a juventude e mulheres com parceiros, que são as maiores vítimas da atualidade.

Com o crack não foi ou é  diferente, ao tentar confinar a idéia de que o seu uso e abuso eram problemas das classes populares, perdeu-se uma grande oportunidade para uma discussão definitiva sobre formas de prevenção e boas práticas para a recuperação das milhares de vítimas dessa doença terrível.

A Cracolândia, em São Paulo deve ser vista como uma vergonha e o resultado do completo fracasso do poder público, passivo de ações jurídicas pela não observação de normas constitucionais de saúde pública nas três esferas, pode ser vista ainda como um fracasso de ongs, religiões, e de outras instituições afins, conselhos paritários e outros com interesse no tema.

Na verdade, a reprodução, e como dizem os gestores, a replicação da Cracolândia acontece em todos os estados da federação, em todas as áreas, seja urbana, ou rural, da Praça da Sé (SP-SP), até o Cai N`Água, nas barrancas do Rio Madeira (PVH – RO).

Não há um único lugar livre da possibilidade de não se tornar uma Cracolândia, no atual sistema da ausência de prevenção sistematizada.

As matérias noticiosas midiáticas e bombásticas, apenas expandem, ao meu ver a curiosidade, pois que coloca uma grande interrogação dos possíveis experimentadores de drogas:

-Que coisa é essa tão ruim que todo mundo usa?

– ou ainda:

Comigo não vai acontecer isso!

Super – dimensionam o uso e  fazem parecer que todo mundo usa crack.

Segundo os especialistas, a curiosidade é o primeiro passo para a experimentação de drogas.

As informações mais adequadas dizem que aproximadamente, entre 12% a 15% da população brasileira tem comprometimento com algum tipo de droga, incluindo as legais, como o álcool e o tabaco, mas quando a mídia faz espetacularização do tema, a visibilidade invade milhões de lares sem qualquer efeito pedagógico, todas as faixas etárias são expostas causando um violento terrorismo emocional.

Terrorismo para a suposta prevenção jamais funcionou em qualquer sociedade. A maior potência do mundo, Os Estados Unidos da América, com todo poder bélico e de inteligência, em nome do “combate”as drogas, observa sua sociedade cada vez mais doente e droga adicta.

É necessário reforçar que a grande maioria não usa drogas e é fundamental ações preventivas diferenciadas das ações de recuperação. Falar com exclusividade das desgraças do crack e de uma ou outra exceção de alguns que se recuperam, em nada ajuda na prevenção.

Precisamos definitivamente deixar de citar as exceções e tratar da regra geral!

As anfetaminas, álcool, tabaco são também drogas poderosíssimas e devastadoras violentando diuturnamente nossa sociedades e milhares de famílias no país, causando prejuízos incomensuráveis também à economia.

Depois

Bem depois

Desmaio

Se caio

Se não caio

Quem irá dizer

Olhar de soslaio

Olho grande

Vejo num grande balaio

Feijão com paio

E a música

A maldição da música

No cú do mundo

Do mundo do axé

Do forró

Do breganejomerda

Sim quase esqueço

De rezar um terço pelo maldito esquecimento

Enterraram a música abaixo do cimento?

Credo!

Era abril…maio

Que diferença faz

Era senil

Voraz

Fumava todos

Tomava todas

E daí?

Que importa gozar atrás da porta

Chocar atrás da porta

Mas Sergio Sampaio não veio

Ficou pelo meio

Deixou uma viagem de trem

Deixou um bloco na rua

Deixou que tudo nessa vida que se ganha é pra perder

Deixou que era filho de um pai teimoso

Deitou na calçada

Se cansou

E viva o reboletion